sábado, 17 de novembro de 2012

A ORAÇÃO DE UMA MÃE PARTE II

"E tudo o que pedirdes com fé na oração o recebereis."- Mateus, 21:22

Nenhuma pena seria capaz de descrever os sentimentos que tumultuavam no coração de
Alberto. Pela primeira vez, depois de tantos meses de inditosa existência, sua alma
volve um olhar para o passado e ele começa a sentir um desejo invencível de rever sua
mãe. Recordando, porém, a maneira brusca como a deixara e atentando na sua triste
condição, diz, consigo mesmo: "Não, lá não tornarei mais, minha mãe não pode
reconhecer como filho uma tão vil criatura como eu sou. Irei, pois, executar o que
projetei." Neste ponto, o cantor, erguendo a voz, continuou:
"Oh, volve, meu filho! Oh, volve outra vez!
Ao caminho do bem!"
Alberto deixou apressadamente o recinto; um missionário, porém, que o havia
observado atentamente, seguiu-o. Alberto estava dominado de profundo arrependimento
e em saindo da sala rompeu num pranto de soluços, dizendo: "Oh! minha mãe! Perdoe-me
que ainda lance sobre a senhora mais este opróbrio, buscando pôr termo à
existência, mas já não a posso suportar!"
"Oh, volve, meu filho! Oh, volve outra vez!" Era a voz do missionário que repetia
baixinho essas palavras no ouvido de Alberto. Alberto deteve-se e o missionário,
travando-lhe do braço, o reconduziu à sala, onde alguns missionários entraram a falar
com ele sobre a salvação. Momentos depois Alberto caía, contrito, de joelhos,
suplicando a Deus o perdão dos pecados. Depois referiu aos seus amigos o seguinte:
"Quando deixei a casa de meus pais, minha mãe me disse: 'Alberto, meu filho, as
minhas orações hão de seguir-te; quando estiveres cansado e farto deste mundo, volve e
toma pelo caminho de tua mãe.' Volverei a ela e protestar-lhe-ei que estou resolvido a
começar uma nova vida."
No dia seguinte Alberto volvia ao sítio de seu nascimento, onde em poucas horas
chegou. Caía a noite e ninguém o notou quando se dirigiu à casa dos pais. Quando
parou diante da porta ouviu, lá dentro, a voz de sua mãe que, como de costume,
suplicava a Deus pelo filho. Alberto entrou e com voz embargada de profunda comoção
exclamou baixinho: "Mãe!"
Soube então que o pai falecera havia alguns meses e a mãe, solitária e triste, continuava
a aguardar a volta do filho, por quem nunca havia deixado de orar. Alberto obteve logo
boa colocação e agradece diariamente a Deus a salvação de sua vida, em grande parte
devido à influência de sua boa e piedosa mãe e às exortações simpáticas daqueles
nobres missionários.
Oh, mães! que vos sentis desfalecer, prossegui sempre, orando incessantemente, que
Deus vos há de ouvir! Missionários, não vos deixeis dominar pela fadiga; continuai a
trabalhar e a cantar! "Semeia de manhã a tua semente, e de tarde não cesse a tua mão de
fazer o mesmo. ..."